Ontem (17), os mercados fecharam sem direção única, mediante a possibilidade de estímulos nos países desenvolvidos, tensões geopolíticas e temores em relação ao retorno do covid-19. Por aqui, o risco político e as incertezas em relação ao cenário fiscal foram os principais drivers do mercado acionário.

Nos Estados Unidos, os mercados fecharam majoritariamente em alta. O destaque do dia, foi a Nasdaq, com as Amazon informando uma nova aquisição.

Já o Dow Jones, registrara queda mediante a retirada das posições da Berkshire Hathaway, empresa de Warren Buffett, em bancos e, também o índice Empire State de Atividade Industrial teve elevação de apenas 3,70 pontos, ante expectativa de 15%

O Dow Jones teve retração de 0,31%. O S&P 500, subiu 0,27% e a Nasdaq, avançou 1,00%.

Na Europa, os mercados fecharam a sessão seguindo caminhos diferentes, porém, majoritariamente em alta.

O aumento nos casos de covid-19 em países europeus, continua a ser um fator de risco levado em consideração na decisão dos investidores, tal como os impasses entre Estados Unidos e China.

No entanto, a notícia de estímulo da demanda por parte do Banco do Povo da China (PBoC) de US$ 101 bilhões, no sistema financeiro do país via linha de crédito, sustentaram o mercado de energia, por trazer boas expectativas ao mercado de petróleo, haja vista que o país é um dos maiores demandantes da commodity.

Londres, teve alta de 0,61%. Paris, avançou 0,18%. Frankfurt, teve valorização de 0,15%. Milão, caiu 0,39% e Madrid, teve perdas de 0,90%.

No Brasil, os temores em relação ao descomprometimento das contas públicas permaneceram, levando os papéis da maioria das empresas cotadas na bolsa fecharem em queda.

Mais uma vez a permanência de Guedes está sendo colocada em xeque, com o presidente Jair Bolsonaro sem tomar uma postura mais firme em relação à manutenção do teto de gastos.

O aumento do risco, se refletiu no câmbio, com a moeda brasileira a se desvalorizar em, aproximadamente, 1,30%, o que fez o dólar fechar o pregão cotado a R$ 5,50.

Assim, a maioria dos papéis em alta forma os relacionados, de alguma forma com a taxa câmbio, como frigoríficos, minério de ferro e exportadores.

O Ibovespa teve retração de 1,73%, a 99.595,41 pontos, abaixo dos 100.000 pontos.

O petróleo fechou em alta. O estímulo monetário por parte da China, juntamente com a possibilidade de cortes na ordem 7,577 milhões de barris por dia entre setembro e agosto, conforme informado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos. O Petróleo WTI, teve aumento de 2,09%, a US$ 42,89 e o Brent, ganhou 1,27%, a US$ 45,37 o barril.

Estados Unidos: Mercado Imobiliário, petróleo e FED

Mais uma vez, a agenda econômica terá poucos dados, com foco no mercado imobiliário. O Census Bureau, publicará os dados referentes às licenças de construção e das construções de novas casas. O mercado espera que os dois indicadores tenham subido durante o mês de julho, haja vista o retorno da economia e os indicadores acima do esperado. Além disso, os ativos mais baratos, geram melhora aumento na demanda com os agentes com caixa.

O esperado para as Licenças de Construção, é que 1,320 milhões de licenças sejam concedidas em julho, ante 1,258 milhões em junho.

Quanto à construção, espera-se 1,240 milhões de novos empreendimentos, ante 1,186 milhões.

A API (American Petroleum Institute), publicará os estoques de petróleo para o setor privado. Haja vista os cortes recentes e as perspectivas do Departamento de Energia, de cortes, os agentes esperam novo corte.

A economista Lael Brainard, membro do FOMC, fará seu pronunciamento, informando as perspectivas econômicas atuais sob a perspectiva dos formuladores de política econômica.

Europa: Reunião dos Ministros das Finanças e discurso de Luis de Guindos

Após a reunião do Eurogrupo de ontem (17), haverá outra reunião referente às perspectivas dos agentes em relação à economia.

O foco da reunião, será os próximos passos da política monetária do BCE, haja vista que os países europeus enxergam a possibilidade de segunda onda de covid-19, com chance de números alarmantes como nos níveis antes da crise de forma ainda mais tangível.

Assim, haja vista a agenda carente de dados de conjuntura econômica no continente, a reunião pode ser um dos drivers para o mercado financeiro do continente.