Ontem (18), a exemplo de segunda-feira (17), as bolsas globais não fecharam com direção única. Enquanto nos Estados Unidos, em relação aos pacotes, geravam certo receio para as bolsas em Nova York, a segunda onda de covid-19 voltou a apavorar os investidores. No Brasil, os problemas em torno da agenda liberal perderam força.

Começando pelos Estados Unidos, a despeito dos dados sobre construção de moradias iniciadas nos Estados Unidos saltaram 22,6% em julho, ante junho, bem acima do esperado, os mercados financeiros perderam força ao longo do dia.

O impasse entre democratas e republicanos quanto ao pacote de estímulo à economia americana continua a ser um problema, pressionando os mercados.

No entanto, os ativos das gigantes de tecnologia continuaram a sustentar a Nasdaq e, em partes, o S&P 500.

O Dow Jones teve retração de 0,24%. O S&P 500, subiu 0,23% e a Nasdaq, avançou 0,73%.

Os principais indicadores do velho mundo fecharam em queda. O aumento do número de infectados pelo covid-19 em vários países do continente que já estava acontecendo, começou a dar sinais na Alemanha, um país que foi exemplo no combate ao vírus.

Além disso, a reunião entre os ministros de finanças da Zona do Euro não gorou um acordo em relação ao Brexit.

Londres, perdeu 0,83%. Paris, caiu 0,68%. Frankfurt, teve desvalorização de 0,30%. Milão e Madrid, tiveram retração de 0,52% e de 0,66%, respectivamente.

No Brasil, os temores em relação a saída de Paulo Guedes se perderam com a confirmação do próprio economista em relação à sua permanência no governo.

Com o ministro da economia em seu posto, o mercado diminui suas incertezas em relação ao comprometimento do governo em relação aos gastos públicos.

Todavia, o confronte entre desenvolvimentistas e liberais dentro do governo, ainda não é vista com bons olhos.

Os preços do minério de ferro contribuíram para o avanço das empresas relacionadas à commodity. Os resultados de Magazine Luiza (MGLU3), ficaram acima do esperado, ajudando o papel e Via Varejo (VVAR3), por conta do crescimento do comércio online.

O Ibovespa teve alta de de 2,48%, a 102.065,35 pontos. O dólar teve queda de 0,72%, a R$ 5,47.

O petróleo, apesar das expectativas de corte na Europa, os agentes ficaram receosos devido ao retorno do covid-19 na Europa e descompasso entre democratas e republicanos, no diz respeito ao estímulo fiscal.

O Petróleo WTI, teve queda de 0,12%, a US$ 43,12 e o Brent, ganhou 0,20%, a US$ 45,46 o barril.

Estados Unidos: Petróleo e Ata do FED

Nos Estados Unidos, o destaque será para os dados da EIA (Energy Information Administration) e da Ata do FOMC da reunião do FOMC.

As expectativas em torno da demanda por petróleo tendem a piorar com o temor do retorno do covid-19 em mais países europeus e novos focos na Coreia do Sul e Hong Kong, colocando em xeque a retomada econômica nesses países.

No entanto, espera-se que o compromisso em relação aos cortes na produção da commodity continuem.

Assim, o mercado espera nova redução na produção petrolífera em solo americano em 2,670 milhões de barris, ante 4,512 milhões na semana anterior.

Ao fim do dia, o FOMC publicará a Ata da reunião do conselho, a evidenciar as expectativas econômicas dos formuladores de política monetária, tal como os próximos passos da instituição no que diz respeito a sua atuação na economia do país.

Europa: Inflação da Zona do Euro

Na Europa, para a Zona do Euro, a agência Eurostat publicará os dados da variação dos preços ao consumidor.

Devido às expectativas de aumento no número de infectados pelo covid-19 gerando forte impacto na atividade econômica, dado a impossibilidade no aumento da flexibilização do isolamento social, os agentes estão com cautela.

Assim, o mercado espera variação nos preços do mês de julho, igual ao mês imediatamente anterior.

A expectativa para o IPC (índice de preços ao consumidor) continue em -0,2% ao mês e, ao ano, a variação continue em 0,4%.

O núcleo do indicador, isto é, sem alimentos e energia, também devem ter a mesma variação registrada em junho. O IPC-Núcleo mensal tende a continuar em -0,3%. Ao ano, a inflação deve acelerar em 1,3%.