Por: Nova Futura Investimentos | Blog

Ontem (20), os mercados fecharam em direções opostas. Enquanto o Europa ainda digeria ao Ata do FOMC e recebia outro anúncio negativo por parte do BCE, as Américas, fecharam em alta devido às expectativas no cenário político.

Nos Estados Unidos, a despeito dos dados aquém do esperado no que diz respeito aos pedidos iniciais por seguro desemprego, avançando em 1,106 milhões, ante o esperado de 925, as bolsas fecharam em alta.

De certa forma, com o aumento dos pedidos por seguro desemprego, há a possibilidade de aceleração nos pacotes de estímulo fiscal por parte do governo americano.

O Dow Jones teve alta de 0,17%. O S&P 500, ganhou 0,32% e a Nasdaq subiu 1,06%.

No velho mundo, os mercados fecharam em forte queda. Além do efeito pós Ata do FOMC que fora publicada após o fechamento dos mercados Europeus na quarta-feira (19), o anúncio do BCE (Banco Central Europeu), contribuiu para as quedas dos índices do continente.

A instituição europeia ainda vê possibilidade para estímulos à economia do bloco, haja vista que a inflação indica que a atividade econômica ainda não demonstrou dinamismo necessário, o que mostra o caráter de receosos do anúncio dos formuladores de política monetária.

Londres teve queda de 1,61%. Frankfurt, perdeu 1,14%. Paris, desacelerou 1,33%. Milão e Madrid, tiveram desvalorização de 1,44% e 1,42%, respectivamente.

No Brasil, Nova York ajudou o principal índice da B3 a subir. Além disso, sem drivers de conjuntura econômica, a política foi o principal influenciador do Ibovespa.

No começo do dia, a possibilidade de derrubada do veto de Bolsonaro quanto o aumento dos salários dos funcionários públicos até 202. Todavia, na Câmara, houve expectativas de veto com o Rodrigo Maia a apoiar o veto do presidente, preocupado com o cenário fiscal.

O Ibovespa teve alta de 0,61%, a 101.467,87 pontos. O dólar teve queda na alta, que chegou a bater a máxima de R$ 5,67. Todavia, a intervenção do Banco Central, fez com que a moeda fechasse em R$ 5,55, com alta de 0,3978%.

Os pedidos iniciais por seguro desemprego com números acima do esperado e o impasse na OPEP+ em relação à oferta da commodity, com possibilidade de menores cortes por parte dos membros, faz o petróleo fechar a sessão em baixa.

O Petróleo WTI, teve queda de 0,12%, a US$ 42,82 e o Brent, perdeu 1,03%, a US$ 44,90 o barril.

Estados Unidos: PMI e Vendas de Casas Usadas

Na agenda econômica do mundo desenvolvido, o a primeira prévia do PMI (Índice de atividade dos gerentes de compras) já começará a ser publicada pela IHS Markit.

Os agentes esperam melhora nos indicadores. Mesmo com o aumento dos casos do covid-19 e o emprego sem dar sinais consistentes de recuperação, os dados de atividade econômica em linha ou acima do esperado contribuem para que se espere avanço nos índices.

Além disso, como os indivíduos tendem a adaptar suas projeções futuras, os resultados do PMI próximos ou acima das expectativas, contribuem para a melhora nos números em agosto.

Contudo, vale lembrar que, devido à forte queda da economia americana, é necessário novos avanços no indicador, para evidenciar uma melhora sustentável.

A expectativa para o PMI Industrial de agosto é de 51,9 pontos, ante 50,9 em julho e, para o indicador de serviços, espera-se que o índice saia de 50 pontos para 51.

A associação nacional de corretores dos Estados Unidos, publicará a venda de casass usadas durante o mês de julho.

O indicador evidencia o comportamento do mercado imibiliário no país e, além disso, mostra o quanto os agentes estão receosos em comprometer sua renda com gastos de longo prazo.

Mediante os receios com o covid-19, espera-se menor variação no indicador, saindo de 20,7% em junho e com expectativa de 14,7% para julho.

Quanto ao número de casas usadas, espera-se 5,38 milhões de casas vendidas em julho, ante 4,72 milhões de unidades em julho.

Europa: Inflação da Zona do Euro

Na Europa, também será divulgado os dados referentes ao PMI para a Alemanha e Zona do Euro.

Todavia, o mercado se mostra mais cauteloso em relação aos dados.Em agosto, a volta do covid-19 em muitos países europeus, levando ao aumento ou retorno de medidas de isolamento social.

O mesmo ocorre com o Reino Unido, haja vista que as reuniões referentes ao acordo do Brexit terem resultado aquém do esperado até então também afeta as projeções dos players.

Para a Alemanha, há expectativa de 55,1 pontos no que se refere ao PMI de serviços, ante 55,6 em julho.  O mesmo indicador, para a Zona do Euro, pode sair de 54,7 para 54,5 pontos. No Unido, espera-se o indicador inalterado, em 56,5 pontos.

Para a indústria, o PMI alemão tende a evoluir, alcançando 52,5 pontos em agosto, ante 51 de julho. Na Zona do Euro, também há tendência de alta, saindo e 51,8 pontos para 52,9 e no Reino Unido, o indicador tende a permanecer em 53,3 pontos, segundo o mercado.

Além do PMI, a agência Eurostats publicará os dados referentes à confiança do consumidor.

Em agosto, há expectativa de que os consumidores continuem receosos quanto à condição da economia. Como há aumento dos gastos, sem necessariamente haver redução dos impostos e, além disso, a possibilidade de retorno do covid-19, afetando tanto a demanda, quanto à oferta, faz a projeção dos agentes ser conservadora.

Assim, os números esperados pelo mercado é de que continue em -15 pontos.